O que é Thunderbolts* e por que importa
Nos créditos finais, o título muda para “The New Avengers”. É o tipo de piscadela que mexe com a timeline do MCU e explica o peso de Thunderbolts* no calendário da Marvel. O longa encerra a Fase 5 com uma formação nada ortodoxa: anti-heróis e ex-vilões encarando uma missão que nenhum Vingador assinaria de bom grado.
Dirigido por Jake Schreier e produzido por Kevin Feige, o filme chegou aos cinemas em maio de 2025 (1º no Reino Unido e 2 de maio nos EUA), depois de estreias oficiais em Londres (22 de abril, no Cineworld Leicester Square) e Los Angeles (28 de abril). Com 2h06 de duração e classificação PG-13, ele aposta menos em destruição em massa e mais em dinâmica de grupo — e isso fez diferença nas primeiras críticas, que destacaram o tom mais humano e o foco em relações quebradas.
O elenco é um encontro de rostos conhecidos. Florence Pugh volta como Yelena Belova, Sebastian Stan retoma Bucky Barnes numa fase mais cínica, David Harbour traz o humor torto do Guardião Vermelho, Hannah John-Kamen reaparece como Ghost, Olga Kurylenko retorna como Taskmaster e Wyatt Russell veste de novo o manto turbulento de John Walker. Na retaguarda, Julia Louis-Dreyfus é a arquiteta das sombras, Valentina Allegra de Fontaine, quem puxa as cordas que prendem a equipe.
A lista de novidades inclui Lewis Pullman como Sentry — figura poderosa o bastante para virar a mesa em qualquer batalha — além de Geraldine Viswanathan, Chris Bauer e Wendell Edward Pierce em papéis que orbitam a grande operação conduzida por Val. A premissa é direta: todos são empurrados para uma missão de alto risco, sob controle e vigilância, enquanto velhos traumas voltam à tona. O filme funciona quando trata essas feridas como motor da ação, não apenas como pano de fundo.
O asterisco no título, mantido no marketing e nos materiais oficiais, virou um detalhe curioso. Ele conversa com a ideia de time em construção, provisório, quase um “pé de página” dentro do universo maior — até que, no fim, a própria narrativa sugere a evolução para algo maior com a provocação “The New Avengers”. Para quem acompanha a cronologia, é um recado claro sobre o que pode vir na Fase 6.
Visualmente, a produção saiu em peso nos formatos premium — IMAX, Dolby Cinema, RealD 3D, ScreenX e 4DX — o que dá pistas de como ela foi pensada: close em personagens e set pieces pontuais, com imersão nas cenas-chave. Não é um festival de fan service; é um filme que tenta ganhar o público pelo que seus protagonistas sentem e escondem.
Onde assistir e quando chega ao streaming
No momento, o caminho oficial para assistir é a sala de cinema. O filme estreou globalmente em maio de 2025 e segue em exibição em diversos mercados, inclusive em formatos premium. Se você gosta de tela gigante, som encorpado e efeitos práticos em primeiro plano, a sessão em IMAX ou Dolby vale a diferença.
Quem prefere ver em casa deve ficar de olho no calendário que a Disney tem adotado para títulos da Marvel. O padrão recente tem sido assim:
- Janela de cinema exclusiva: algo entre 60 e 120 dias, dependendo do desempenho nas bilheterias e da estratégia do estúdio.
- Lançamento digital (compra/aluguel, o chamado PVOD/EST): costuma pintar algumas semanas antes do streaming, às vezes entre 45 e 90 dias após a estreia nos cinemas.
- Streaming no Disney+: na média dos últimos anos, entre 80 e 120 dias após a estreia cinematográfica, podendo variar conforme o fôlego do filme nas salas.
- Blu-ray e 4K UHD: geralmente perto da janela digital ou logo depois, com bastidores, cenas deletadas e comentários de equipe.
Como Thunderbolts* chegou aos cinemas em maio de 2025, a expectativa é que ele entre primeiro nas lojas digitais (para compra e aluguel) antes de desembarcar no Disney+. Em seguida, deve vir o lançamento físico em Blu-ray/4K, com extras para quem coleciona. O streaming no Disney+ tende a acontecer nos meses seguintes à janela de cinema, alinhado ao que a Disney fez com outras produções recentes do MCU.
Vale lembrar que a data exata pode mudar por região. A Disney tem ajustado a janela caso o filme permaneça estável nas bilheterias ou tenha ações promocionais atreladas a eventos do estúdio. No Brasil e em outros países da América Latina, o Disney+ geralmente acompanha o cronograma global com pequenas variações de semanas.
Para quem está decidindo se vai ao cinema ou espera o streaming, alguns pontos ajudam: este é o encerramento da Fase 5, com participações e reverberações que devem influenciar a Fase 6; há uma cena (ou sinal) nos créditos que reposiciona o time dentro do universo; e a experiência nos formatos premium valoriza set pieces preparados para imersão. Se a sua prioridade é contexto do MCU no menor tempo possível, a sessão no cinema evita spoiler e garante a conversa enquanto o assunto ainda está quente.
O elenco e a proposta também pesam na escolha. A química entre Yelena e Bucky segura o meio do filme, o Guardião Vermelho injeta humor quando o clima fecha e Ghost/Taskmaster ganham espaço para além do rótulo de antagonistas. Não é só mais uma missão; é um acerto de contas que obriga cada um a encarar o que fez para chegar até ali. Esse foco nos personagens é justamente o que as primeiras críticas destacaram como “ar fresco” no MCU recente.
Resumindo o que dá para esperar do calendário: primeiro, cinema em larga escala; depois, digital para compra/aluguel; por fim, Disney+ e mídia física. Fique atento aos anúncios oficiais do estúdio nas próximas semanas, porque a chegada ao streaming costuma ser confirmada com pouca antecedência, muitas vezes junto de campanhas que destacam extras e formatos domésticos.
Comentários
Yael - agosto 30, 2025 AT 23:32
Esse filme vai ser um marco, sério. Yelena e Bucky juntos já valem o ingresso, e o fato de eles estarem quebrados, mas ainda tentando se reconectar... isso aqui é cinema de verdade.
Joarez Miranda agosto 31, 2025 AT 19:40
Acho que a Marvel finalmente entendeu que o público quer personagens, não só explosões. O foco nas feridas emocionais é o que diferencia esse filme de tudo o que veio antes. E o asterisco no título? Perfeito. Sinal de que isso ainda é um trabalho em andamento.
Felipe Fragoso agosto 31, 2025 AT 22:21
Fui ver no IMAX e não me arrependi. A cena do Guardião Vermelho rindo no meio de uma explosão? Me matou. O filme não precisa de 200 cenas de destruição pra ser épico. Às vezes, é só um olhar e um silêncio que te deixam sem fôlego.
Vanessa Laframboise setembro 2, 2025 AT 05:10
Se você espera só um filme de ação, vai se frustrar. Mas se você quer ver pessoas tentando se perdoar enquanto o mundo desaba em volta delas... isso aqui é ouro. E o fato de a Valentina estar por trás de tudo? Claro que sim. Ela nunca foi só a vilã. Ela é o sistema.
Associação Atlética XI de Agosto XI de Agosto setembro 3, 2025 AT 15:21
O que mais me emocionou foi quando o Ghost olhou pro espelho e não viu o monstro... viu alguém que ainda podia mudar. Isso é o que o MCU precisava há anos. Não é sobre ser herói. É sobre querer ser melhor. ❤️
Willian Wendos setembro 4, 2025 AT 05:30
Acho que o asterisco é a metáfora mais inteligente que a Marvel já fez. Não é um time. É uma tentativa. Uma nota de rodapé no grande livro do MCU. E no fim, quando muda pra 'The New Avengers', é como se o universo dissesse: 'ah, então vocês realmente se tornaram algo'. É filosofia pura.
Mauro Cabral setembro 6, 2025 AT 03:10
Ah, claro. Outro filme da Marvel tentando se passar por 'profundo' só porque tem um monte de gente falando sobre traumas. Se fosse um filme real, a gente não precisaria de 2h06 pra entender que o Guardião Vermelho é um cara que não sabe lidar com a culpa. Mas tá bom, o público adora isso.
Preta Petit setembro 7, 2025 AT 02:50
alguem ja reparou q o sentry ta na filmagem mas nao ta no trailer? e se ele for o vilao secreto? e se a valentina ta usando ele pra controlar tudo? e se o asterisco for um codigo pra algo maior? eu acho q a marvel ta escondendo algo...
Gustavo Candelária setembro 8, 2025 AT 23:31
Se não foi em IMAX, não viu o filme. Ponto.
Rodrigo Bita setembro 9, 2025 AT 00:11
O filme tá cheio de aqueles momentos que você não vê vindo - tipo quando o Bucky pega o copo de água e não olha pra ninguém, só segura. É como se ele tivesse esquecido como ser humano. E isso? Isso é arte.
Camila Undurraga setembro 10, 2025 AT 22:46
Ninguém tá falando que o elenco é impecável? Florence Pugh está tão boa que você esquece que é ela. É só Yelena. E o David Harbour? Ele é o único que consegue fazer você rir e chorar na mesma cena. Isso é talento bruto.
Heitor Melo setembro 11, 2025 AT 20:18
O que mais me pegou foi o fato de ninguém ser totalmente bom ou ruim. Cada um tem uma razão pra estar ali, e nenhuma delas é nobre. E é por isso que funciona. Porque é real. Ninguém merece ser salvo. Mas talvez, só talvez, mereça tentar.
Fabi Aguinsky setembro 12, 2025 AT 21:18
Eu fiquei com o coração apertado na cena da Taskmaster... ela não queria ser vilã, só queria ser vista. E aí, quando ela olha pro Yelena e vê o reflexo dela mesma... uau. Isso é o que o cinema deveria ser sempre.
gabriel miranda da silva setembro 13, 2025 AT 08:36
a producao ta mais na linha de um drama psicologico do que um filme de super heroi, mas deu pra curtir. os atores taot bem q esquece q ta vendo marvel
Lucas Leonel setembro 14, 2025 AT 21:52
Será que o asterisco é um sinal de que o MCU está morrendo? Que tudo isso é só um esforço desesperado pra manter o interesse? Talvez... mas talvez não. Talvez seja só o fim de um ciclo. E o começo de outro. E isso é sempre triste. E bonito.
VICTOR muniz setembro 15, 2025 AT 09:03
Brasil tá atrasado de novo? 120 dias pro Disney+? Isso é colonialismo cultural. A Marvel deveria liberar aqui no mesmo dia dos EUA. Nós também pagamos, não somos cidadãos de segunda.
Jesús Lemos setembro 15, 2025 AT 10:39
A estrutura narrativa de Thunderbolts* é um exemplo de como o cinema moderno pode equilibrar entretenimento e profundidade. A escolha de não exibir os poderes em excesso, mas sim as consequências emocionais, representa uma evolução significativa na linguagem cinematográfica da Marvel. A direção de Schreier demonstra maturidade rara no gênero.
Pedro Cardoso setembro 17, 2025 AT 09:21
Acho que o mais importante não é onde assistir, mas por que assistir. Esse filme não é sobre o que os personagens fazem. É sobre quem eles viraram para fazer isso. E isso, pra mim, é o que o cinema ainda pode fazer de melhor.
Bruno Bê setembro 18, 2025 AT 05:14
Se você não entendeu que o asterisco é uma crítica ao próprio conceito de 'equipe' no MCU, você não está assistindo o filme. Está assistindo um comercial. E aí, o que você esperava? Que a Disney fosse fazer algo que não vende?