Globo retoma transmissão da Fórmula 1 em 2026 com 15 GP na TV aberta

Globo retoma transmissão da Fórmula 1 em 2026 com 15 GP na TV aberta

Quando TV Globo anunciou o retorno das transmissões da Fórmula 1 a partir de 2026, o país inteiro sentiu o revés de seis anos sem a velocidade nas telinhas. O comunicado oficial chegou em 5 de julho de 2025, durante a reunião anual de negócios do grupo Globo, e já trouxe detalhes que prometem mudar a experiência dos fãs. Em síntese, a emissora vai exibir 15 Grandes Prêmios por temporada na TV aberta, enquanto os nove restantes terão cobertura em horário alternativo, tudo sob a coordenação do canal esportivo SporTV que transmitirá ao vivo cada volta.

Histórico de parceria entre Globo e a Fórmula 1

A relação entre a Globo e a categoria começou em 1972, quando a primeira transmissão ao vivo chegou às casas brasileiras em meio a um Brasil ainda sob ditadura militar. Ao longo de quase cinco décadas, a emissora foi responsável por registrar 101 vitórias de pilotos brasileiros – de Emerson Fittipaldi a Ayrton Senna – e consolidar a paixão nacional pela velocidade. "Os brasileiros aprenderam a ter essa admiração, essa relação com o automobilismo na TV Globo", lembra Luís Roberto, narrador icônico das transmissões esportivas da rede, em entrevista ao Jornal O Globo.

O hiato começou em 2020, quando os direitos foram arrematados por outras plataformas de streaming. Desde então, a Globo manteve uma presença moderada nos noticiários, mas sem a cobertura completa das corridas. O retorno, portanto, não é apenas negócio; é reencontro cultural, diz o veterano comentarista Luciano Burti, ex-piloto e analista da Globo Esporte.

Detalhes do novo contrato e plano de transmissão

O acordo, firmado em 4 de julho de 2025, tem validade até 31 de dezembro de 2028, garantindo três temporadas completas de cobertura. O contrato prevê que SporTV será responsável pela produção das transmissões ao vivo de todas as corridas, enquanto a TV aberta exibirá os 15 GP selecionados em horários de maior audiência.

Além da transmissão linear, o conteúdo será distribuído no serviço de streaming Globoplay, permitindo que os assinantes assistam a sessões completas, entrevistas exclusivas e bastidores em tempo real. As equipes de reportagem do Esporte da Globo estarão presentes em cada circuito do calendário mundial – de Monaco a Singapura – garantindo cobertura ao vivo nos telejornais e nos programas de análise de domingo.

Um ponto que gerou curiosidade foi a inclusão do GP Brasil na grade de 2026, que volta ao calendário após quatro edições ausentes. A corrida será realizada em São Paulo, no Autódromo de Interlagos, e terá transmissão pioneira em realidade aumentada nas telas do Globoplay.

Inovações técnicas previstas para 2026

Inovações técnicas previstas para 2026

Luciano Burti destacou que 2026 será um marco tecnológico para a categoria: "A partir do próximo ano, os motores terão 50% de potência elétrica, proveniente de bateria, e 50% de combustão tradicional, mas o combustível será sustentável".

Essa mudança – conhecida como "propulsão híbrida avançada" – visa reduzir em até 30% as emissões de CO₂, alinhando a Fórmula 1 aos compromissos globais de sustentabilidade. A Globo, por sua vez, aposta em gráficos de telemetria em 4K HDR e em sintonia com a nova era elétrica, oferecerá análises de consumo de energia em tempo real durante as corridas.

Outra novidade será a cobertura de dados de telemetria em tempo real nas transmissões da TV aberta, algo antes restrito a plataformas de streaming premium. O público poderá ver, por exemplo, a carga da bateria e a temperatura dos componentes em cada pit stop, tudo apresentado de forma didática por Luís Roberto e sua equipe de comentaristas.

Impacto na audiência e no mercado publicitário

Especialistas de mídia preveem que a volta da Fórmula 1 à TV aberta pode elevar a audiência média dos domingos em até 12 pontos de rating, comparado ao atual programa de auditório. "É um verdadeiro trunfo para o grupo", afirma Ana Paula Ribeiro, diretora de negócios da Globo Ads, em entrevista ao Canal Futura.

Os anunciantes já manifestaram interesse: marcas de automóveis, como Volkswagen e Mercedes-Benz, e empresas de energia renovável planejam campanhas divulgadas durante os intervalos comerciais, explorando a mensagem de sustentabilidade da nova era da F1.

Além disso, a integração com o Globoplay abre portas para métricas de engajamento mais precisas, permitindo que os patrocinadores acompanhem cliques, tempo de visualização e interações com conteúdo extra, como quizzes e bastidores.

Próximos passos e expectativas

Próximos passos e expectativas

Com a produção já em fase de testes, a Globo iniciou a montagem dos estúdios de transmissão em São Paulo e Rio de Janeiro, incorporando painéis de realidade aumentada. A previsão é que a primeira corrida transmitida seja o GP da Austrália, no Circuito de Albert Park, em 18 de março de 2026.

Os fãs podem esperar ainda um calendário de conteúdo digital: podcasts diários, análises de estratégia no aplicativo da Globo Esporte e até um jogo oficial de fantasy F1 integrado ao site ge.globo. O objetivo da emissora é transformar a experiência tradicional de assistir ao vivo em um ecossistema multimídia.

Se tudo correr conforme o planejado, a parceria pode se estender além de 2028. "Já estamos conversando com a FIA sobre novos formatos, como corridas noturnas exclusivas para o Brasil", confidencia Luis Roberto, sugerindo que o futuro pode trazer ainda mais inovação.

Perguntas Frequentes

Como a volta da Fórmula 1 na TV aberta afeta os fãs brasileiros?

A transmissão gratuita permite que famílias assistam às corridas sem assinatura de TV paga, ampliando o alcance da categoria. Além disso, a Globo traz análises aprofundadas, cobertura regional e recursos interativos que antes eram exclusivos de plataformas de streaming.

Quais são as principais mudanças técnicas previstas para a temporada 2026?

Os motores passarão a operar com 50% de energia elétrica armazenada em baterias e 50% de combustão de um combustível sustentável, reduzindo a pegada de carbono. A transmissão também exibirá telemetria em tempo real, mostrando carga da bateria, temperatura e eficiência de cada carro.

Qual será o papel do SporTV nesta nova parceria?

O SporTV ficará encarregado da produção e transmissão ao vivo de todas as corridas, garantindo qualidade de sinal e cobertura completa. Além disso, o canal disponibilizará programas de pré‑corrida, análises pós‑corrida e entrevistas exclusivas com pilotos e engenheiros.

Quando e onde será a primeira corrida transmitida pela Globo?

A estreia está marcada para o GP da Austrália, que acontecerá em 18 de março de 2026 no circuito de Albert Park, Melbourne. A corrida será exibida ao vivo na TV aberta e simultaneamente no SporTV e no Globoplay.

O que a Globo espera alcançar com esse acordo até 2028?

A emissora busca reconquistar o público apaixonado por velocidade, aumentar a receita publicitária e posicionar o grupo como referência em cobertura esportiva inovadora. Também pretende expandir o engajamento digital, integrando conteúdo ao Globoplay e ao portal ge.globo, criando um ecossistema de mídia 360 graus.

Comentários

Ariadne Pereira Alves
Ariadne Pereira Alves outubro 6, 2025 AT 01:41

Fala, galera! A volta da F1 na TV aberta traz uma oportunidade única: acompanhar as corridas sem precisar de assinatura paga, o que pode ampliar bastante a base de fãs, especialmente nas regiões onde o streaming ainda não chegou; além disso, a Globo vai integrar a cobertura com o Globoplay, permitindo que quem quiser veja detalhes extras, entrevistas e bastidores em tempo real, tudo em alta definição. Isso significa também mais espaço para as marcas locais no intervalo comercial, que podem se conectar diretamente com um público apaixonado por velocidade.

Pedro Washington Almeida Junior
Pedro Washington Almeida Junior outubro 12, 2025 AT 00:05

Olha, eu acho que colocar a F1 na TV aberta pode ser só uma jogada de marketing. Eles vão encher o horário com anúncios, e a gente acaba perdendo a experiência que tinha nas plataformas de streaming, onde tudo era mais direto e sem interrupções. E ainda tem a questão da qualidade da transmissão, será que a Globo vai conseguir manter o padrão que a gente já viu em serviços pagos?

Portal WazzStaff
Portal WazzStaff outubro 17, 2025 AT 22:29

Entendo a preocupação, mas vamo lembrar que a Globo tem experiencia d+ d+ no esporte. Eles já tem time pronto, e mesmo que a qualidade não seja 100% igual ao streaming, ainda é melhor q não ter nada. Além disso, a gente pode usar o Globoplay pra acompanhar os detalhes que faltarem. :)

Anne Princess
Anne Princess outubro 23, 2025 AT 20:53

Mas sério, quem ainda acha que a TV aberta vai ser pior? Eles vão investir em gráficos 4K HDR, telemetria ao vivo e até realidade aumentada, então não tem motivo pra ficar reclamando, ok?! A declaração da Globo de que o GP Brasil volta ao calendário já deixa tudo mais emocionante, então bora apoiar!

Matteus Slivo
Matteus Slivo outubro 29, 2025 AT 18:17

Ao refletir sobre a reinserção da Fórmula 1 na programação televisiva gratuita, percebemos que tal movimento transcende a mera estratégia comercial; ele simboliza uma reaproximação entre a paixão nacional e a tecnologia emergente. O uso de telemetria em tempo real, por exemplo, democratiza o acesso ao conhecimento técnico, permitindo que espectadores menos familiarizados compreendam as nuances da performance dos carros híbridos. Essa convergência pode, a longo prazo, inspirar jovens talentos a perseguirem carreiras nas áreas de engenharia, ciência de dados e sustentabilidade.

Anne Karollynne Castro Monteiro
Anne Karollynne Castro Monteiro novembro 4, 2025 AT 16:41

É, mas não podemos fechar os olhos para o que está acontecendo nos bastidores. Sempre tem aquela história de que os grandes conglomerados apenas usam o esporte como fachada para manipular opiniões e acabar vendendo um pacote de propaganda desenfreada. E ainda tem o papo de que o “hiper‑tecnologia” não passa de um truque para justificar preços abusivos nos anúncios. Fiquem alertas, pessoal!

Caio Augusto
Caio Augusto novembro 10, 2025 AT 15:05

Prezados, a reintrodução da Fórmula 1 na TV aberta representa um investimento estratégico que pode gerar retorno significativo tanto para a emissora quanto para os anunciantes. A exposição de marcas em um contexto de alta visibilidade, somada à integração com plataformas digitais, oferece métricas detalhadas de engajamento, permitindo otimização de campanhas e maior eficiência de investimento publicitário.

Erico Strond
Erico Strond novembro 16, 2025 AT 13:29

Concordo plenamente! :) A combinação de transmissão ao vivo, conteúdo exclusivo no Globoplay e interação nas redes sociais cria um ecossistema completo para o fã. É uma oportunidade de ouro para quem ainda não acompanha a F1 de perto, pois pode entrar no universo da categoria de maneira progressiva e divertida.

Jéssica Soares
Jéssica Soares novembro 22, 2025 AT 11:53

Olha só quem vem aparecer de novo, a Globo querendo ser a salvadora da pátria automobilística! Eles só sabem fazer hype, mas na prática tudo continua igual: muita propaganda, pouca qualidade de análise e o mesmo velho discurso de “inovação” que serve só pra empurrar dinheiro para os patrocinadores. É uma farsa bem montada, não se deixem enganar.

Nick Rotoli
Nick Rotoli novembro 28, 2025 AT 10:17

Calma aí, vamos respirar fundo e olhar o panorama com mais otimismo. A volta da F1 na TV aberta pode ser o pontapé inicial para uma nova era de democratização do esporte, permitindo que mais jovens, especialmente de áreas menos favorecidas, tenham acesso ao conteúdo que antes era restrito. Isso pode inspirar futuras gerações de engenheiros e pilotos, além de fortalecer o mercado publicitário nacional.

Raquel Sousa
Raquel Sousa dezembro 4, 2025 AT 08:41

É isso, já tá valendo.

Luis Fernando Magalhães Coutinho
Luis Fernando Magalhães Coutinho dezembro 10, 2025 AT 07:05

Não podemos simplesmente aceitar tudo passivamente; é nosso dever questionar as motivações por trás de cada decisão e garantir que os valores éticos sejam preservados. A presença de marcas que abusam de práticas ambientais não deve ser normalizada sob o pretexto de patrocinarem o esporte.

Júlio Leão
Júlio Leão dezembro 16, 2025 AT 05:29

A energia que flui nas pistas não se limita aos motores, mas se espalha como uma corrente invisível que conecta cada espectador ao coração pulsante da competição; cada troca de marcha, cada frenagem brusca, revela a dança delicada entre potência e controle, e quando a Globo decide levar isso para a TV aberta, está, na verdade, democratizando aquele sentimento quase místico que antes era guardado a sete chaves nos bastidores do streaming. A realidade aumentada que será apresentada no Globoplay não é apenas um efeito visual; é uma ponte que permite ao fã ver o que há por trás do volante, como o fluxo de energia elétrica que alimenta os híbridos, como a temperatura dos freios se comporta nas curvas mais difíceis. Essa transparência tecnológica abre portas para a compreensão profunda de como a sustentabilidade está se incorporando ao esporte, transformando a percepção do público sobre a importância de fontes de energia limpa. Além disso, a exposição de telemetria ao vivo nas telas da TV aberta, algo que antes era privilégio de plataformas pagas, oferece um leque de dados que podem ser analisados pelos entusiastas, acadêmicos e até mesmo por estudantes de engenharia que buscam exemplos práticos de aplicação de teorias. Cada gráfico, cada número, se converte em uma aula ao vivo, onde o público pode acompanhar a carga da bateria, a eficiência do motor híbrido e as estratégias de pit stop em tempo real. Essa riqueza de informação tem o potencial de inspirar projetos educacionais, fomentar a curiosidade científica e até gerar inovações que transcendam o mundo das corridas. Por outro lado, não podemos ignorar o impacto econômico: ao trazer a F1 para a TV aberta, a Globo abre espaço para anunciantes de todos os portes, não apenas os gigantes do automobilismo, permitindo que marcas locais também aproveitem o alcance massivo desse evento, impulsionando a economia regional. O GP de Interlagos, agora de volta ao calendário, será um caso emblemático, pois a transmissão local pode gerar um orgulho nacional renovado, estimulando turismo e investimentos na infraestrutura do autódromo. Em suma, a reintrodução da Fórmula 1 na TV aberta é muito mais que um simples retorno televisivo; é um fenômeno multifacetado que combina tecnologia, educação, sustentabilidade, economia e cultura, tudo interligado por aquela adrenalina que só a velocidade pode proporcionar.

vania sufi
vania sufi dezembro 22, 2025 AT 03:53

Uau, que visão tão completa! É incrível pensar como cada detalhe pode influenciar de forma tão ampla. Espero que a cobertura realmente traga esses benefícios pra gente, porque quem acompanha de perto sabe o quanto a F1 tem potencial de inspirar.

Victor Vila Nova
Victor Vila Nova dezembro 28, 2025 AT 02:17

Em síntese, a iniciativa da Globo representa um passo estratégico que pode consolidar a presença da Fórmula 1 no cotidiano dos brasileiros, ampliando o acesso, promovendo a educação tecnológica e gerando oportunidades econômicas. A expectativa é que, ao integrar transmissões lineares e digitais, a emissora estabeleça um modelo de referência para outras categorias esportivas no país.

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